Se sentir bem na nossa sociedade sendo uma mulher, seja interna ou externamente é um desafio diário. Muitas de nós adiam diversas experiências como a de um ensaio fotográfica por não nos sentirmos prontas o suficiente na vida ou na aparência, e acabamos por nunca nos permitir coisas que podem ser transformadoras na vida de uma mulher por causa de inseguranças. O post de hoje é um sinal do universo (podemos dizer assim) te trazendo motivos para buscar um ensaio fotográfico ainda hoje e seguir com as suas inseguranças mesmo porque se a gente for esperar elas irem embora para viver a vida, não vamos viver nada! Então segura a minha mão, pega seu chá, seu café, seu suquinho ou até um vinho (no post de hoje tá permitido hehe!) e vamos para os pontos de hoje...
O mundo é dos covardes...
Como qualquer ser humano normal, nós temos muitos desejos, aspirações e sonhos que quase sempre vêm acompanhados de inseguranças e medos que nos impedem de torna-los realidades, ou ao menos atrasam (e muito) a sua concretização. Se permitir ser fotografada pode ser um desejo seu, seja para ter fotos suas que você ame e não só fique olhando para defeitos, seja para mostrar uma faceta sua aos outros que você nunca deixou estar evidente ou simplesmente para marcar um capítulo novo na sua vida – a construção de um negócio, de uma marca, uma gestação, um relacionamento novo etc.
No entanto, pode ser que você mudou de ideia logo em seguida por lembrar que o seu cabelo não tem a textura que deveria, que o seu peso não é o ideal, que a sua pele não é nada fotogênica, e por aí vai... Poréns que só te afastam de tornar real o desejo de um ensaio. Dá medo ir para uma sessão de fotos sabendo que algumas dessas coisas podem aparecer por mais que se tente camuflá-las? De saber que alguém olha e registra para aquilo que durante anos pode ter alugado um triplex na sua cabeça e comprometido bastante a sua autoestima? Com certeza! Mas sabe, enfrentar alguns medos nos ajudam a perceber que eles podem ser apenas detalhes, que se ressignificados mudam a nossa relação com o nosso corpo.
Por isso, mulher, vá mesmo com medo! (E Isso serve para muita coisa na vida). Não se prive por inseguranças pois existe algo pior do que enfrentar nossos fantasmas e se chama arrependimento.

(Ensaio literário da Monica realizado numa cafeteria, clique aqui para conferir!)
Beleza é uma (re)construção...
Quando a gente começa a se perceber mulher ainda na infância e entendemos que a cobrança estética faz parte da nossa vivência em sociedade, nasce a crença de que existe um “chegar lá”. É a partir desse entendimento utópico que a indústria da beleza consegue arrancar todo o nosso suado dinheirinho desde a nossa juventude.
Acontece que as tendências são mutáveis, são justamente tendências que se estabelecem, mas vão. Talvez quando você finalmente sentir que alcançou aquela puta bunda depois de malhar duro na academia, vão inventar que a magreza estrema voltou a ser bonita, e aí então taca-lhe injeções emagrecedoras! Quanto antes a gente entende que a linha de chegada nunca vai existir porque o sistema precisa lucrar com a nossas inseguranças, mais cedo vamos deixar de nos privar de experiências por achar que não estamos bonitas o suficiente.

(Ensaio de aniversário da Luzinete que poderia muito bem ser um ensaio de modelo. Clique aqui para conferir!)
O que era proibido pode ser um canal de cura...
O primeiro ponto foi ir mesmo com medo, mas se esse argumento não te convenceu, vou somá-lo a outro: e se fazer um ensaio fotográfico e encarar o que te desgosta no seu corpo for justamente o bálsamo que você precisava para tratar das cicatrizes que não se sentir bonita o suficiente te causou ao longo da vida?
Vou falar sobre mim: sempre fui uma criança que adorava uma foto ou vídeo, amava ver fotos do passado e ficava pensando: nossa, vou registrar tal coisa agora porque no futuro vai ser muito legal de olhar! Quando me tornei adolescente passei a ter pavor – isso mesmo: pavor! – de ser fotografada, só a ideia me causava um mal estar físico. Eu colocava fotos do Pinterest nas minhas fotos de perfil e nunca postava foto minha por aí. No início da minha vida adulta, comecei as minhas experimentações com a fotografia artística, e minha modelo, vejam só, era eu mesma porque eu tinha mais vergonha de chamar alguém para posar pra mim do que aparecer nas minhas próprias fotos.
O resultado foi que precisei deixar de lado minhas inseguranças com a minha autoestima – não curei elas, deixei de lado! E fui assim mesmo... Submeter o meu corpo ao olhar da câmera foi e tem sido uma forma de ressignificar cada detalhe da minha aparência física: meu cabelo cacheado, minha magreza, a textura da minha pele, e tantas outras coisas que um olhar mais julgador já transformaria em um problema. Eu não preciso ser a única a fazer isso, você também pode permitir que a câmera te mostre as mesmas coisas que você olha todos os dias de uma forma diferente, e quem sabe mais positiva.

(Minhas experimentações artísticas, se tiver curiosidade de ver mais, clique aqui!)
O que a madrasta má da Branca de Neve não sabia, mas eu vou te contar...
Pra arrematar, vou te contar mais uma historinha: no ensino médio eu tinha uma amiga muito bonita: um cabelo legal, um corpo legal e uma desenvoltura social que fazia a beleza dela triplicar. Metade da escola adoraria namorá-la, eu mesma tinha um crush absurdo por ela (a bi/lésbica que nunca se apaixonou por uma melhor amiga que atire a primeira pedra!). Ela era bonita e sabia disso. Mesmo assim, anos depois, quando eu a convidei para uma sessão de fotos de portifólio, ela recusou se desculpando: não gosto de tirar fotos com câmera profissional. A partir desta recusa, eu percebi que as fotos que ela compartilhava nas redes sociais, em sua maioria, eram todas feitas com filtros ou com uma luz e a uma distância que escondiam certos detalhes.
(Falei que ia contar uma história, porém me desculpe porque eu menti, vão ser duas, mas guarda na memória essa aí que eu contei primeiro).
Em um dos últimos natais que passei em família, eu registrei fotos da véspera e depois compartilhei elas no grupo da família, mais de um parente veio me pedir para apagar tal foto porque não achou que ficou bem nela. Não sei quanto a você, mas na minha cabeça nossa família é um lugar seguro, ninguém vai te julgar apontando defeitos – tá bom, ao escrever isso me dei conta de que algumas famílias não são um lugar seguro, mas prossiguemos... Aquilo, a princípio, me deixou chateada, não gostaram das minhas fotos! Eu pensei, mas depois me dei conta de que eu não tenho controle sobre a relação do outro para com o seu próprio corpo e inseguranças. O seu nariz que para mim é apenas um nariz, pode ter sido motivo de apelidinhos hostis e muito bullying na infância e adolescência, o seu cabelo que para mim é só um cabelo, pode representar um conjunto de mágoas e opressões, em síntese, eu não sei nada sobre o seu corpo, só você sabe e conhece as dores e as angústias que ele carrega.
Mas se eu pudesse te dizer uma coisa seria que autoestima não é sobre aparência! Eu já falei aqui em cima: padrões mudam, detalhes da nossa aparência podem ser ressignificados de forma que o seu corpo possa deixar de ser um antro de inseguranças e frustrações e passar a ser uma terra fértil para a autoestima florescer. Não é uma simples questão de escolha, jamais! Mas é uma tentativa que eu espero que você possa fazer por você hoje para viver tudo aquilo que quer e merece viver amanhã e depois.
Se a madrasta da Branca de Neve não tivesse ancorado a própria autoestima somente no fato de ser a mais bela, o meu conto de fadas favorito simplesmente não existiria. Ela notaria que é um mulherão da porra, uma feiticeira talentosa (porque convenhamos né...), e uma monarca que pode tomar decisões para si e para os outros baseado naquilo de bom que vem de si mesma, e não o contrário. Quando olhamos com raiva para nós mesmas e isso é tudo o que cultivamos dentro de nós, essa será a única coisa que daremos ao mundo. Você quer sair por aí distribuindo maçãs envenenadas? Eu acho que não né, Mona!

(Ensaio feminino que fiz da minha avó e ficou a coisa mais linda! Clique aqui para conferir!)
Enfim, isso tá mais para um blog pessoal do que para dicas de uma fotógrafa, mas a fotografia às vezes nos leva a essas conversas profundas mesmo. Se você foi guerreira e chegou até o final desta dissertação, saiba, caso me permita ser a sua fotógrafa, essa será uma experiência de autoestima e de ressignificação. E aí, vamos nessa?
Um abraço e xiiiissssssssssss...

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